Informativo

Artigo – Cuidados básicos para evitar falha em gasometria

A etapa que precede a introdução da amostra no analisador, chamada de fase pré-analítica, é considerada a potencial fonte de erros nos resultados de gasometria, podendo levar a discrepância entre o valor medido e o valor real do paciente.
Para a coleta das amostras, é recomendada a utilização de seringas pré-heparinizadas com heparina liofilizada, pois a heparinização incorreta utilizando a heparina líquida pode comprometer os resultados de eletrólitos, hemoglobina total, PCO² e metabólitos. Entretanto, a heparina líquida pode ser utilizada de forma criteriosa, conforme orientado nos treinamentos operacionais.
Durante a coleta deve-se evitar ao máximo a aspiração de ar para dentro da amostra, retirando imediatamente após a finalização da coleta as bolhas de ar proveniente da punção arterial, e não se deve aspirar ar para o interior da seringa após a coleta, para verificar ou homogeneizar a amostra.
Em seguida, é preciso homogeneizar o material na posição vertical com a agulha para baixo, retirar a agulha e desprezar duas a três gotas da amostra.
Vale ressaltar que a não homogeneização pode comprometer valores de hematócrito, hemoglobina, bem como: PO², BEact e ctO². Se após homogeneização, notar a presença de coágulo, a amostra deve ser desprezada, pois pode ocasionar medições incorretas e entupimento do gasômetro.
Por fim, a amostra deve ser processada para leitura em até 15 minutos após a coleta. Caso não seja possível nesse período, a amostra deve ser refrigerada, realizando a leitura, preferencialmente, em meia hora e sem ultrapassar o tempo de 60 minutos.